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Foi casa, 2023. Cubos de madeira semi carbonizados, diferentes formatos

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sem título da série Contaminação. 2021. Nanquim sobre papel 30 x 42 cm cada

In[H]umano, 2021. Nanquim sobre papel, 24 x 32 cm

 

Segundo o curador Allan Izumizawa, a exposição "Fazer e Desfazer Paisagens" convida os visitantes a explorar a pintura de paisagem sob uma nova perspectiva, desconstruindo as relações tradicionais da representação e questionando seu caráter ocidental de dominação. Ao longo dos séculos, a pintura de paisagem se deslocou de um mero pano de fundo figurativo para protagonismo enquanto assunto de discussão dentro das produções artísticas.

Esses elementos estão associados à perspectiva ocidental que o Homem branco estabeleceu como forma de objetificar a completude dos componentes encontrados na natureza. (...) Os trabalhos apresentados buscam desconstruir elementos tradicionais, como ponto de fuga, tridimensionalidade, representação objetiva da natureza, entre outros.

(...) Existe, portanto, uma dimensão corporal e subjetiva da dinâmica espacial, o que difere muito das representações na pintura clássica, onde a natureza é apenas um fundo para a figura. Corina Ishikura também traz esse questionamento em muitos de seus trabalhos, combinando elementos da natureza com elementos geométricos. Esse contraste demonstra duas dimensões da forma como nós lidamos com a natureza e sua espacialidade: dominação e diálogo. Assim, as visualidades apresentadas por ambas as artistas indicam as múltiplas possibilidades que podemos explorar na construção da paisagem em nosso cotidiano. (...)

 

Allan Izumizawa

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